Mais do que aprender um novo idioma, migrantes internacionais que vivem em Mato Grosso do Sul estão encontrando, dentro da sala de aula, caminhos para recomeçar. Na Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab), o som das primeiras palavras em português carrega também esperança, pertencimento e novas oportunidades.

Desde março deste ano, a Fundação passou a ser um dos polos do programa UEMS Acolhe, iniciativa da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul que oferece o curso gratuito “Português para Migrantes Internacionais – Módulo Acolhimento”. E o que se vê, a cada encontro, vai além do ensino formal: são histórias sendo reconstruídas palavra por palavra.

Para muitos alunos, o idioma representa a chave para tarefas simples do dia a dia — como ir ao mercado, utilizar serviços públicos ou conversar com vizinhos —, mas também abre portas maiores, como conquistar um emprego.

O curso, com carga horária de 60 horas e certificação, segue até junho, com aulas presenciais em períodos matutino e vespertino. Em cada encontro, além da gramática, os participantes aprendem expressões do cotidiano e recebem orientações que facilitam a adaptação ao Brasil. Mesmo quem não conseguiu se inscrever a tempo ainda pode participar das aulas como ouvinte ( sem recebimento de certificado), reforçando o caráter inclusivo da ação.

Aulas são ministradas às quartas-feiras na Funtrab nos períodos matutino e vespertino


De acordo com o coordenador do programa, professor Dr. João Fábio Sanches Silva, a parceria com a Funtrab fortalece o alcance e o propósito do projeto. “Uma parceria com a Funtrab, que já oferece emprego e cursos de qualificação, vai agregar muito ao projeto. Uma parceria valiosa !”, ressalta.

Criado para acolher e integrar, o UEMS Acolhe já atendeu mais de 5 mil pessoas em sete municípios sul-mato-grossenses. Agora, com a Funtrab como polo na Capital, a iniciativa ganha ainda mais força ao unir ensino e empregabilidade no mesmo espaço.

E os resultados já começam a aparecer: ao final do curso, os participantes têm a oportunidade de se cadastrar na própria Fundação e se candidatar a vagas de trabalho, transformando o aprendizado em uma ponte concreta para o mercado formal.

No final, uma certeza se constrói a cada aula: quando alguém aprende a se comunicar, não está apenas formando frases — está, na verdade, criando novas possibilidades de vida.

Cláudia Yuri, Funtrab

 

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