Na última semana, o embarque dos ônibus em Iguatemi marcou o início de uma jornada de esperança e conquista para 132 trabalhadores (42 indígenas das aldeias Jaguapiré, em Tacuru, e 90 da aldeia Pirajuí, em Paranhos), que seguiram rumo a Vacaria (RS) para atuar na colheita de maçãs na empresa Rasip, uma das maiores do setor no Brasil.

A iniciativa foi articulada pela Casa do Trabalhador de Iguatemi, ligada à Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul), que tem atuado para garantir emprego formal, renda e segurança às comunidades indígenas, respeitando seus direitos e combatendo práticas irregulares de contratação.

Para o gestor da Casa do Trabalhador, José Roberto Barros, a ação representa mais do que uma oportunidade de trabalho. “Estamos garantindo que esses trabalhadores sigam com dignidade, segurança e todos os direitos assegurados, evitando o aliciamento e a exploração da mão de obra indígena”, destacou.

Durante a safra, os indígenas participam de diversas etapas da produção da maçã, desde a poda e o raleio até a colheita e o encaixotamento, além de atuarem como operadores de máquinas e tratoristas, demonstrando qualificação e comprometimento.

Além da geração de renda, a iniciativa fortalece a autonomia das comunidades indígenas, que veem no trabalho formal uma forma de sustento e valorização do esforço coletivo. Todo o processo de contratação é acompanhado pela Funtrab, garantindo registro em Carteira de Trabalho e acesso aos direitos trabalhistas e previdenciários.

A cada safra, ações como essa reforçam o protagonismo indígena e evidenciam o papel da Funtrab como ponte entre oportunidades de emprego e o desenvolvimento social, promovendo inclusão, respeito e cidadania.

Cláudia Yuri, Funtrab

 

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