Segundo os dados do Monitor da Violência Contra a Mulher do TJMS e SEJUSP, em Mato Grosso do Sul, apenas nos 27 primeiros dias de 2026, foram registrados 102 estupros, sendo 44 vítimas crianças de até 11 anos, 37 adolescentes entre 13 e 17 anos, 20 vítimas entre 29 e 59 anos e 1 mulher idosa!
No mesmo período, 1.531 mulheres denunciaram violência doméstica nas Delegacias da Mulher nos vários municípios do Estado. A média diária está em 57,56 mulheres vítimas por dia.
Os dados evidenciam que nesses dois tipos de crimes, feminicídio e estupros, as vítimas são meninas e mulheres, desde bebês até mulheres idosas com mais de 60 anos.
Os criminosos são homens — geralmente pais, padrastos, tios, irmãos, nos crimes de estupros e nos feminicídios, maridos, ex-maridos, companheiros ou ex-companheiros.
São crimes gravíssimos e repugnantes por todas as suas consequências para a vida das mulheres, grupo social socialmente e economicamente com menores possibilidades, como salários e rendas inferiores a dos homens, pouco patrimônio, ínfima inserção nos espaços de poder e decisão.
Além da violência, o que agrava ainda mais a vida das mulheres e seus filhos e filhas é o fato de que, em nossa Estado, 46,9% dos lates serem sustentados exclusivamente por mulheres.
Dados do Censo IBGE 2022, divulgados recentemente, mostram que o percentual de lares em Mato Grosso do Sul (MS) chefiados por mulheres cresceu para 46,9%.
Em 12 anos (2010 e 2022), a proporção de lares com liderança feminina no estado subiu de 35% para cerca de 46%. No MS, as mulheres representam a grande maioria dos lares monoparentais (mães que criam os filhos sozinhas, sem cônjuge), totalizando mais de 97 mil famílias nessa configuração.
Nesse contexto tão grave é imprescindível que os governos reforcem, implementem e viabilizem o mais breve possível, políticas que acabem com essa violência e reforcem socialmente e economicamente as mulheres e as meninas.
Paulo Victor
Assessoria de Imprensa da Vereadora



